2018/19: Maior competitividade do etanol deve levar a redução na produção de açúcar no Centro-Sul

Em seu primeiro levantamento para o ciclo, a INTL FCStone calcula produção de 33,5 mi ton

O clima mais próximo à normalidade combinado à maior taxa de renovação dos canaviais em 2015 e 2016 fez a INTL FCStone considerar uma produtividade de cana-de-açúcar 0,3% maior em 2018/19, quando comparada à safra atual.

Consequentemente, a moagem deve subir 0,6% na comparação entre as safras e atingir 587,5 milhões de toneladas.
“Quanto à área colhida, ao contrário do recuo de 1,5% projetado para 2017/18, esperamos que esta variável avance 0,3% na próxima safra. Este leve aumento vem em decorrência de uma menor reserva de áreas para reforma de canavial”, explica o analista de mercado, João Paulo Botelho. Este primeiro cálculo aponta que cerca de 8,03 milhões de hectares sejam colhidos em 2018/19.

“Cabe ressaltar que a maior umidade decorrente de um clima menos seco tende a reduzir o ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) médio das lavouras”, alerta. Assim, as expectativas da INTL FCStone apontam para um valor de 135,4 kg/t, 0,5% menor que a projeção do grupo para 2017/18.

O mix produtivo para a próxima safra tende a ser mais alcooleiro. Ainda segundo estimativa da consultoria, o etanol deve ter uma participação de 56% na produção das usinas do Centro-Sul brasileiro.

A produção de etanol deve avançar em 5,1% em 2018/19 em relação à safra atual. Especificamente, o volume de etanol hidratado deve aumentar 8,9% no período, para 15,4 milhões de m³, enquanto o anidro deve tender à estabilidade. A produção de açúcar, por sua vez, deve recuar 5,5% em relação à safra atual e deve atingir 33,3 milhões de toneladas.

“A situação pode mudar caso o preço do açúcar receba algum suporte ao longo dos próximos meses. Além disso, o mix produtivo pode se alterar com o preço do petróleo, uma vez que a elevação na cotação da matéria-prima dá viés altista ao preço da gasolina, tanto no mercado internacional quanto no interno, o que tende a favorecer o consumo de etanol”, pondera Botelho. (INTL FCStone )

 

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