Goiás segue consolidado como o maior produtor de girassol do Brasil. As estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2025/26 apontam que o Estado será responsável por aproximadamente 74,6% de toda a produção nacional, confirmando sua posição de liderança na cultura.
A projeção indica uma colheita de 83,2 mil toneladas, enquanto a produção brasileira deve alcançar 111,5 mil toneladas, volume 12,1% superior ao registrado na safra anterior. O avanço também é refletido na área cultivada em Goiás, que passou de 47 mil para 63 mil hectares, crescimento de 34% em comparação com o ciclo anterior.
Os números reforçam uma trajetória de expansão observada nos últimos anos. De acordo com a série histórica da Conab, Goiás ocupa a liderança nacional na produção de girassol desde a safra 2020/21, mantendo ampla vantagem sobre os demais estados produtores.
A cultura ganhou espaço principalmente como alternativa para a segunda safra. Após a colheita da soja, muitos produtores utilizam o girassol para diversificar a produção, aproveitar melhor a área agrícola e contribuir para a melhoria das condições do solo.
Além do retorno econômico, a oleaginosa apresenta características agronômicas que favorecem sua adoção, como maior tolerância a períodos de déficit hídrico, eficiência na reciclagem de nutrientes e menor pressão de algumas pragas quando comparada a outras culturas.
O destino da produção também amplia a importância estratégica do girassol. A maior parte abastece a indústria de óleo comestível, segmento impulsionado pela demanda por produtos de maior qualidade nutricional. No entanto, a matéria-prima também atende os setores de cosméticos, farmacêutico, alimentação animal e produção de biocombustíveis.
Outro benefício está na apicultura. Durante o florescimento, as lavouras fornecem néctar e pólen para as abelhas em um período de menor oferta de flores, contribuindo para a manutenção das colmeias e para a produção de mel.
Para alcançar bom desempenho no campo, especialistas recomendam o cultivo em solos sem compactação, com pH entre 5,2 e 6,5, boa incidência de luz solar e disponibilidade de 500 a 700 milímetros de água distribuídos ao longo do ciclo da cultura.
Com a expansão da área plantada e a expectativa de uma safra recorde, Goiás reforça sua relevância não apenas na produção agrícola, mas também no fornecimento de matéria-prima para diferentes cadeias industriais e para o fortalecimento da matriz brasileira de biocombustíveis.
Canal-Jornal da Bioenergia












