A Organização das Nações Unidas (ONU), vem articulando para que a União Europeia peça que o setor de combustíveis fósseis ajude a pagar pelo combate às mudanças climáticas nos países mais pobres. Segundo a Agência Reuters, as negociações climáticas da ONU deste ano em Baku, Azerbaijão, em novembro, são o prazo final para que os países cheguem a um acordo sobre uma nova meta de quanto as nações ricas e industrializadas devem pagar às nações mais pobres para se ajustarem aos impactos mais severos do aquecimento global.
No caso da OCDE, já existe estudo que mostra que as necessidades reais de investimento climático das nações pobres poderiam totalizar US$ 1 trilhão por ano até 2025.
Os combustíveis fósseis são os principais agentes do aquecimento global já que quando esses combustíveis são queimados, liberam dióxido de carbono (CO2) e outros gases de efeito estufa. Esses gases retêm o calor na atmosfera, contribuindo para o aumento da temperatura global. As emissões de dióxido de carbono provenientes da combustão do carvão representam 44% do total mundial e são a maior fonte individual do aumento da temperatura global acima dos níveis pré-industriais. Além das emissões diretas, o desmatamento associado à exploração de combustíveis fósseis também contribui para as mudanças climáticas. A destruição de florestas reduz sua capacidade de absorver CO2. Já a utilização do petróleo é responsável por quase metade das emissões de carbono nos Estados Unidos e por cerca de um terço do total mundial.
Canal-Jornal da Bioenergia













