Segundo dados da ABSOLAR, os investimentos em energia solar no Brasil ultrapassaram R$ 300 bilhões em 2026, considerando a soma da geração distribuída e das usinas de grande porte. A capacidade instalada da fonte alcança cerca de 68,6 gigawatts (GW), o que posiciona a energia solar como a segunda maior da matriz elétrica nacional, com participação aproximada de 25,3%. Desde o início da expansão no país, o setor também acumula mais de 2 milhões de empregos gerados e arrecadação estimada em R$ 95,9 bilhões aos cofres públicos.
Geração distribuída lidera expansão
A geração distribuída, que reúne sistemas instalados em residências, comércios, propriedades rurais e indústrias, responde pela maior parcela da capacidade instalada, com cerca de 46 GW. Já a geração centralizada, formada por usinas solares de grande porte, soma mais de 20 GW em operação. A fonte está presente em mais de 5 mil municípios brasileiros, com expansão em diferentes regiões e perfis de consumo. O crescimento foi impulsionado pela redução de custos dos sistemas, ampliação do acesso ao crédito e aumento da demanda por alternativas de geração de energia.
Ritmo de crescimento desacelera em 2026
Em 2026, o setor mantém a trajetória de expansão, porém em ritmo inferior ao registrado em anos anteriores. A previsão indica crescimento de aproximadamente 10,6 GW ao longo do ano, abaixo do volume incorporado em 2025, com expectativa de retração em torno de 7% no ritmo de avanço. Entre os fatores que impactam o desempenho estão limitações na infraestrutura de transmissão e distribuição de energia, além de restrições para conexão de novos empreendimentos. Em alguns casos, ocorre o corte de geração, prática conhecida como curtailment, sem compensação financeira integral aos geradores.
O cenário atual aponta para a necessidade de investimentos em modernização da rede elétrica e em sistemas de armazenamento, como baterias, além de ajustes regulatórios para garantir a continuidade da expansão da fonte no país.
Canal-Jornal da Bioenergia












