Estudo aponta que 66% das mineradoras veem sustentabilidade como fator decisivo para o futuro do setor

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Relatório mostra que energia confiável se tornou fator decisivo para a competitividade Divulgação/Aggreko

Pesquisa mostra que segurança energética e eficiência operacional ganharam protagonismo na mineração, impulsionada pela demanda por minerais estratégicos para a transição energética

A sustentabilidade e a eficiência energética deixaram de ser apenas metas ambientais e passaram a ocupar o centro da estratégia das mineradoras na América Latina. É o que revela uma pesquisa inédita da Aggreko, segundo a qual 66% dos líderes do setor acreditam que o futuro da mineração dependerá diretamente da adoção de fontes renováveis, da segurança no fornecimento de energia e da eficiência das operações.

Os dados fazem parte do relatório A Nova Equação da Mineração na América Latina: As Fronteiras Invisíveis entre Energia e Operações, elaborado a partir de entrevistas com executivos de grandes mineradoras do Brasil, Argentina, Chile, Equador, México e Peru.

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66% dos líderes entrevistados associam o futuro energético do setor diretamente à sustentabilidade Divulgação/Aggreko

O levantamento mostra que o avanço da transição energética mundial tem ampliado a demanda por minerais considerados essenciais para a fabricação de baterias, veículos elétricos, semicondutores e sistemas de geração e armazenamento de energia. Nesse cenário, o Brasil desponta como um dos principais mercados para novos investimentos e pode atrair cerca de US$ 76,9 bilhões — aproximadamente R$ 390 bilhões — até 2030.

Entre os minerais estratégicos apontados pelo estudo estão cobre, lítio, níquel, cobalto, grafite e terras raras, insumos considerados fundamentais para a economia de baixo carbono. Ao mesmo tempo, commodities tradicionais, como minério de ferro, ouro, nióbio, bauxita e manganês, também ganham novo protagonismo por sua aplicação em tecnologias ligadas à eletrificação e à transição energética.

Além da importância geológica, a mineração segue sendo um dos pilares da economia brasileira. Em 2025, o setor movimentou US$ 46 bilhões em exportações, o equivalente a cerca de R$ 233 bilhões, respondeu por 55% do saldo da balança comercial do país e representou aproximadamente 4% do Produto Interno Bruto (PIB).

Segundo o estudo, a confiabilidade do fornecimento de energia tornou-se um diferencial competitivo para as empresas, influenciando diretamente a produtividade, a continuidade das operações e a capacidade de expansão dos empreendimentos. A pesquisa também aponta que compradores internacionais avaliam cada vez mais a pegada de carbono dos produtos, tornando a adoção de matrizes energéticas mais limpas um requisito de mercado.

Para José Albornoz, gerente regional de Mineração da Aggreko na América Latina, a disponibilidade de recursos minerais, por si só, já não garante competitividade. “A mineração vive uma transformação em que segurança energética, eficiência operacional e resiliência são fatores determinantes para sustentar o crescimento do setor e aproveitar as oportunidades criadas pela transição energética”, afirma.

O estudo foi desenvolvido com base em entrevistas em profundidade realizadas com 21 executivos de alto escalão da mineração latino-americana. A publicação integra uma série de pesquisas da Aggreko sobre setores estratégicos da economia regional, sucedendo os relatórios sobre Transição Energética (2024) e Óleo e Gás (2025).

Canal- Jornal da Bioenergia 

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