Etanol de milho seque com produção acima do biocombustível de cana

FOTO: CNA

A produção de etanol de milho no Brasil cresce significativamente a cada ano que passa. Sem dúvida um dos motivos é o aumento da demanda por biocombustíveis. Além disso, o etanol de milho tem se mostrado uma opção complementar, podendo ser produzido ao longo de todo o ano e utilizando subprodutos como ração animal. Ano passado, a produção atingiu 7,7 bilhões de litros, um crescimento de 32,8% em relação ao ano anterior. A Inpasa, uma das maiores produtoras de etanol de milho do mundo, foi fundamental para esse desempenho, já que ela produziu 2,1 bilhões de litros. Para este ano de 2025, as estimativas são de uma marca de 7,8 bilhões de litros. Hoje, o etanol de milho representa cerca de 19% do etanol consumido no Brasil e a produção está em expansão devido ao aumento da capacidade produtiva e à adoção de tecnologias mais eficientes. O setor também está recebendo investimentos significativos para modernização e ampliação das capacidades produtivas.

Assim, na safra 2024/25, o milho ultrapassou em muitas regiões a cana como matéria-prima. A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) divulgou em janeiro que a produção de etanol a partir do milho avançou 30%, enquanto o etanol produzido a partir da cana registrou uma queda de 1,8%. Até o fim da primeira quinzena de janeiro de 2025, 19,5% do etanol fabricado no País foi de milho – a previsão é de que essa participação aumente para o intervalo de 23% a 24% até o fim da safra, em março. Já a moagem de cana recuou 4,85% nesta temporada até o momento, para 613,998 milhões de toneladas.

Matéria-prima garantida 

De acordo com a Abramilho (Associação Brasileira de Produtores de Milho e Sorgo), neste ano de 2025, a produção de etanol de milho no Brasil seguirá em crescimento, chegando a cerca de 30 milhões de toneladas, representando aproximadamente 25% da produção total de milho no país. Esse crescimento é impulsionado pelo aumento da demanda por biocombustíveis e investimentos significativos no setor.

Canal-Jornal da Bioenergia

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