O Governo de Goiás encerrou 2025 com R$ 7,21 bilhões em investimentos, um crescimento de 90% em relação ao ano anterior. O resultado coloca o Estado como o de maior avanço proporcional em investimentos públicos no país, segundo dados apresentados pela secretária da Economia, Renata Lacerda Noleto, na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) este mês.
Durante a prestação de contas do terceiro quadrimestre, a secretária destacou que, apesar do déficit orçamentário de R$ 5,30 bilhões, o cenário não representa desequilíbrio fiscal. Segundo ela, o resultado reflete o uso planejado de superávits acumulados nos últimos anos, especialmente a partir de 2020, direcionados ao financiamento de obras e ações estruturantes.
“O déficit registrado decorre de uma estratégia consciente de utilização da poupança formada anteriormente. Trata-se de uma decisão voltada à ampliação dos investimentos e não de perda de controle das contas públicas”, afirmou.
O relatório também aponta a recuperação da disponibilidade de caixa do Estado, revertendo o saldo negativo observado até 2020. Ao final de 2025, Goiás contabilizou R$ 13,87 bilhões em caixa bruto. Após a quitação de restos a pagar e outras obrigações, o valor disponível no início de 2026 ficou em R$ 10,34 bilhões.
De acordo com a secretária, parte significativa desses recursos é vinculada, enquanto a parcela livre deve ser aplicada com critério, uma vez que o superávit tem caráter conjuntural. “O Estado já iniciou o consumo dessa reserva, o que exige planejamento rigoroso para garantir que os recursos sejam direcionados a investimentos com impacto duradouro”, ressaltou.
No campo dos indicadores fiscais, Goiás permaneceu dentro dos limites constitucionais. A poupança corrente atingiu 94,32%, abaixo do teto de 95%. Os investimentos em saúde chegaram a 15,36% da receita, acima do mínimo exigido de 12%, enquanto a educação recebeu 25,71%, superando o piso constitucional de 25%.
A dívida consolidada do Estado foi registrada em R$ 28,42 bilhões, o equivalente a 33,47% da Receita Corrente Líquida (RCL), índice significativamente inferior ao limite legal de 200%.
Os dados apresentados reforçam um cenário de expansão dos investimentos sustentado por reservas acumuladas, ao mesmo tempo em que indicam a necessidade de cautela na gestão dos recursos disponíveis nos próximos exercícios.
Canal-Jornal da Bioenergia com dados da Agência Cora












