A cana-de-açúcar é uma das culturas mais relevantes do agronegócio brasileiro, mas tem sido cada vez mais impactada pelas mudanças climáticas. Para a safra 2024/25, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima queda na produção e na produtividade, resultado da escassez de chuvas e das ondas de calor intenso, sobretudo na região Centro-Sul, que concentra a maior parte dos canaviais do país.
Diante desse cenário, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) inaugurou o Centro de Melhoramento Molecular de Plantas (CeM²P), uma rede de pesquisa apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A iniciativa conta com parcerias de instituições públicas como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Instituto Agronômico (IAC) e a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta).
O CeM²P tem como foco acelerar o desenvolvimento de novas variedades de cana-de-açúcar e de gramíneas forrageiras tropicais, utilizadas em pastagens, com maior produtividade, resistência a estresses climáticos, pragas e doenças, além de melhor eficiência no uso da água. Para isso, os pesquisadores combinam técnicas modernas de melhoramento genético, como edição gênica e uso de marcadores moleculares, com ferramentas de bioinformática, fenotipagem de alto rendimento, inteligência artificial e ciência de dados.
Além dos avanços científicos, o centro se destaca por adotar um modelo inovador de cooperação entre universidades e instituições públicas, priorizando a aplicação prática das pesquisas no campo. A proposta é fortalecer o agronegócio brasileiro, ampliar a sustentabilidade da produção agrícola e preparar o setor para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas.
Canal- Jornal da Bionergia com informações da Fapesp













