Pesquisa sobre plantio consorciado de cana com milho

Divulgação CNA

O milho e a cana-de-açúcar são duas matérias-primas do etanol. O primeiro é muito utilizado nos Estados Unidos e é fonte nas usinas flex. Já a cana é a principal matéria-prima do etanol brasileiro.  E, é comum ambas as culturas serem consideradas concorrentes.

Mas uma pesquisa com experimentos na Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF), mostra que o plantio consorciado das duas pode ser benéfico e até mesmo aumentar a produtividade da cana.  No ensaio, a cana-de-açúcar solteira foi plantada em março de 2016 e produziu 114 TCH (Toneladas de Colmos por Hectare), enquanto que a produtividade da cana de ano consorciada, plantada em novembro de 2015, foi de 127 TCH. O primeiro ciclo de cana foi colhido em 2017.

Com estes dados iniciais serão realizadas experimentações para avaliações em três regiões climáticas distintas do Brasil e em quatro unidades da Embrapa nas regiões de Goiás (Embrapa Cerrados), de São Paulo (Milho e Sorgo e Meio Ambiente) e Mato Grosso do Sul (Agropecuária Oeste).

A amostragem desta segunda fase começou em março de 2018, com a colheita do milho e da cana em maio de 2019, quando foram avaliados a produtividade de cada cultura. Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados, João de Deus Santos Júnior, a expectativa é que até final de 2019, já se possa ter um protótipo do procedimento em talhões comerciais. Ainda é avaliada a questão de uso de fertilizantes e herbicidas. “Estamos buscando parceiras com usinas”, complementa. A variedade da cana utilizada na pesquisa não influencia nos dados.

Canal-Jornal da Bioenergia

Compartilhe:

senai cursos
Artigos Relacionados
flora

Energia solar cresce no Brasil e fortalece debate sobre sustentabilidade e economia consciente

A energia solar vem se consolidando como uma alternativa sustentável e econômica diante do aumento das tarifas de energia, reduzindo custos e a emissão de gases poluentes. Especialistas da New Focus Solar Energy destacam que a tecnologia contribui para descentralizar a geração elétrica e diminuir a dependência das hidrelétricas. Com maior acesso aos sistemas fotovoltaicos, a expectativa é de crescimento contínuo do setor e fortalecimento de uma matriz energética mais sustentável.