Com a chegada do período mais crítico da seca em Goiás, 172 moradores da região Nordeste do Estado passam a integrar a linha de frente no combate aos incêndios florestais. Eles concluíram a capacitação do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais de Brigadas Comunitárias (PSA Brigadas) e estão aptos a atuar em ações de prevenção, monitoramento e combate ao fogo no Cerrado.
A formatura das primeiras seis turmas do programa foi realizada em Alto Paraíso de Goiás e marcou o encerramento de uma capacitação de 45 horas promovida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar de Goiás.
Os novos brigadistas receberam treinamento teórico e prático em prevenção e combate a incêndios florestais, vigilância territorial, monitoramento ambiental, primeiros socorros, manejo integrado do fogo e utilização de equipamentos de segurança.
Além de fortalecer a proteção ambiental, o programa também gera oportunidade de renda para os participantes. Cada brigadista receberá R$ 267,64 por turno de 12 horas trabalhadas durante as operações.
Segundo a secretária estadual de Meio Ambiente, Andréa Vulcanis, a atuação dos brigadistas representa um importante compromisso com a preservação ambiental e com a proteção das comunidades locais. Já o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás, coronel Washington Luiz Vaz Júnior, destacou o caráter social da iniciativa, que beneficia diretamente famílias da região ao oferecer remuneração pelos serviços prestados.
Neste primeiro ciclo, o programa disponibilizou 180 vagas distribuídas entre os municípios de Alto Paraíso de Goiás, Cavalcante, Colinas do Sul, Nova Roma, São Domingos e Teresina de Goiás. A região foi escolhida para a fase piloto por concentrar uma das maiores áreas preservadas de Cerrado no Estado e enfrentar forte pressão ambiental decorrente do avanço do desmatamento.
Entre os participantes está a jovem Antônia Sara Marques, de 20 anos, moradora de Cavalcante. Ela afirma que a capacitação chega em um momento importante e permitirá contribuir tanto para a proteção da comunidade quanto para a geração de renda familiar.
A expectativa do governo estadual é que a atuação das brigadas comunitárias amplie a capacidade de resposta aos incêndios florestais durante os meses de estiagem, reduzindo danos ambientais, protegendo a biodiversidade e fortalecendo a participação das comunidades na conservação do Cerrado.
Canal-Jornal da Bioenergia com dados da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – Governo de Goiás













