A China deve continuar recorrendo ao mercado internacional para suprir sua demanda por açúcar nos próximos anos, segundo análise apresentada pela Datagro. O cenário é influenciado principalmente pelos preços internos do produto, que permanecem acima da paridade de importação. De acordo com os dados apresentados, o açúcar no mercado doméstico chinês está cerca de 12% mais caro do que o equivalente importado, o que mantém aberta a janela de arbitragem e favorece as compras externas do produto.
Mesmo com expectativa de leve aumento da produção interna — que deve passar de 11,11 milhões para cerca de 11,20 milhões de toneladas na safra 2025/26 — o país ainda deverá precisar recorrer ao mercado externo para equilibrar oferta e demanda. A estimativa apresentada aponta que a China poderá importar cerca de 5 milhões de toneladas de açúcar em 2026 para manter os estoques em níveis considerados adequados, equivalentes a aproximadamente 22% do consumo interno.
A Datagro avalia que a arbitragem de importação, tanto para o açúcar brasileiro quanto para o produto originário da Tailândia, voltou a ficar positiva nos últimos meses, reforçando a competitividade do açúcar estrangeiro no mercado chinês. Como um dos maiores consumidores globais da commodity, o comportamento da China nas importações é acompanhado de perto pelo mercado internacional, já que variações na demanda do país podem influenciar diretamente o fluxo do comércio global de açúcar e os preços da commodity.
Canal-Jornal da Bioenergia













