A economia de Goiás registrou crescimento estimado de 3,8% em 2025, desempenho acima da média nacional, que ficou em 2,3%. Os dados constam no Relatório Conjuntural divulgado pelo Instituto Mauro Borges, indicando a continuidade de um ciclo de expansão sustentado principalmente pelo agronegócio e pela recuperação do mercado de trabalho.
O avanço foi impulsionado, sobretudo, pela agropecuária, que apresentou alta expressiva de 20,4% no ano. A produção de grãos teve papel decisivo nesse resultado, com destaque para o milho, cuja safra cresceu 22,4%, e para a soja, que avançou 19,7%.
Na avaliação do governador Daniel Vilela, o desempenho reflete um ambiente de negócios favorável aliado à continuidade de políticas públicas iniciadas na gestão de Ronaldo Caiado. Segundo ele, a combinação entre gestão eficiente e inovação tem contribuído para atrair investimentos e ampliar a geração de emprego e renda no estado.
O secretário-geral de Governo, Gean Carvalho, destacou que o crescimento consistente está ligado à adoção de políticas baseadas em dados, o que tem garantido maior dinamismo à economia goiana.
Além do campo, a indústria também manteve trajetória positiva, com crescimento de 2,2% em 2025 — o quarto ano consecutivo de expansão. Entre os segmentos industriais, a fabricação de máquinas e equipamentos liderou o avanço, com alta de 25,8%, seguida pela confecção de vestuário e acessórios, que cresceu 14,5%.
O setor de serviços, por sua vez, apresentou estabilidade no acumulado do ano. Ainda assim, algumas atividades tiveram desempenho relevante, como transportes, com crescimento de 4,2%, e informação e comunicação, com alta de 3,6%. O comércio, no entanto, exerceu pressão negativa sobre o resultado geral do segmento.
De acordo com o diretor-executivo do IMB, Erik Figueiredo, os números refletem uma economia diversificada, com forte base no agronegócio, mas também com avanços importantes nos demais setores.
O bom momento econômico também se reflete no mercado de trabalho. Goiás encerrou 2025 com 3,87 milhões de pessoas ocupadas, enquanto a taxa de desemprego caiu para 3,9%, o menor nível em 12 anos. O rendimento médio do trabalhador alcançou R$ 3.794, superando a média nacional e estabelecendo um novo recorde histórico.
No cenário externo, o estado também apresentou desempenho positivo. As exportações somaram US$ 13,41 bilhões, alta de 8,9% em relação ao ano anterior. O saldo da balança comercial atingiu US$ 8,05 bilhões, crescimento de 20%, impulsionado principalmente pelos complexos de soja, carne e minério, responsáveis por mais de 80% das vendas internacionais de Goiás.
Canal-Jornal da Bioenergia com dados da Agência Cora de Notícias












