Goiás consolida força na indústria de alimentos e avança como um dos principais polos do país

Goiás reforçou, em 2025, sua posição entre os principais centros da indústria de alimentos no Brasil. De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos, o Estado alcançou faturamento de R$ 110 bilhões e ocupa o quarto lugar no ranking nacional, atrás de São Paulo, Paraná e Minas Gerais. O desempenho reflete a forte conexão entre o campo e a indústria, característica marcante da economia goiana. Atualmente, cerca de 59,7% da produção agropecuária estadual é absorvida pela indústria de alimentos, o que evidencia a capacidade de transformar matéria-prima em produtos de maior valor agregado.

Com aproximadamente 2 mil empresas em operação, o setor também se destaca pela geração de empregos. São cerca de 110 mil postos diretos e outros 442 mil indiretos, consolidando a atividade como uma das principais engrenagens da economia estadual.

Na avaliação do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás, André Rocha, os números confirmam o potencial de crescimento do setor. Segundo ele, a indústria goiana tem avançado ao agregar valor à produção agropecuária, mas ainda há espaço para ampliar o nível de industrialização dentro do próprio Estado. A integração entre produtores rurais e indústria também é apontada como um dos pilares do desempenho. Para a presidente executiva do Sindicato das Indústrias de Alimentação no Estado de Goiás, Thais Santos, a cadeia produtiva estruturada permite ganhos de escala, eficiência e maior competitividade em mercados cada vez mais exigentes.

No cenário nacional, o desempenho de Goiás acompanha o crescimento da indústria de alimentos brasileira. Segundo o presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos, João Dornellas, o Estado se destaca por sua capacidade de transformar a produção do campo em alimentos industrializados, fortalecendo a economia regional e contribuindo para a presença do Brasil no mercado internacional.

Liderança regional e presença no comércio exterior

No recorte regional, Goiás lidera a indústria de alimentos no Centro-Oeste, com participação relevante tanto em faturamento quanto na geração de empregos. O Estado também mantém posição de destaque na balança comercial, com US$ 4,6 bilhões em exportações, resultado da competitividade dos produtos goianos no mercado externo. Esse desempenho está diretamente ligado à base agropecuária diversificada, que garante oferta contínua de matérias-primas e sustenta a expansão industrial. A cadeia envolve desde a produção rural até atividades como logística, embalagens e distribuição, ampliando os impactos positivos na economia.

Para o presidente da Câmara Setorial de Alimentos e Bebidas da FIEG, Marcelo Martins, Goiás reúne condições que sustentam sua relevância nacional, como escala produtiva, integração com o agronegócio e capacidade de geração de renda. O potencial de crescimento também é apontado pelo presidente do Conselho Temático da Agroindústria da FIEG, Marduk Duarte. Segundo ele, estudos indicam oportunidades concretas de expansão ao longo da cadeia agroindustrial, com destaque para cadeias produtivas ligadas a alimentos e bebidas.

Levantamento realizado pela FIEG em parceria com o Sebrae e a Universidade Federal de Goiás mostra que as cadeias analisadas movimentam mais de R$ 850 bilhões, considerando consumo interno, importações e exportações, o que evidencia a dimensão econômica e a capilaridade do setor no Estado.

Crescimento nacional reforça cenário positivo

Em âmbito nacional, a indústria de alimentos manteve trajetória de expansão em 2025. O setor faturou R$ 1,388 trilhão, alta de 8,02%, e respondeu por cerca de 10,8% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. A atividade também liderou a geração de empregos na indústria de transformação, com a criação de 51 mil novas vagas formais, totalizando mais de 2,1 milhões de empregos diretos e cerca de 10 milhões em toda a cadeia produtiva.

No comércio exterior, as exportações somaram US$ 66,7 bilhões, com presença em mais de 190 países, consolidando o Brasil como o maior exportador mundial de alimentos industrializados em volume. Mesmo diante do aumento de custos, o setor conseguiu conter repasses de preços, contribuindo para manter a inflação dos alimentos abaixo da inflação geral — fator considerado relevante para o orçamento das famílias brasileiras.

Canal-Jornal da Bioenergia com dados da Comunicação Fieg

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