Goiás consolida sua posição como um dos principais polos de biocombustíveis do Brasil com a aprovação de R$ 1,4 bilhão em financiamentos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) destinados a novos investimentos no setor. Os recursos fortalecem a produção de etanol, ampliando a capacidade industrial e a competitividade do estado no cenário nacional.
O desempenho atual é resultado de uma trajetória construída ao longo de mais de duas décadas, marcada por investimentos contínuos, expansão da fronteira produtiva e fortalecimento do parque industrial bioenergético. Ao longo desse período, Goiás se destacou como um dos principais destinos de capital para o setor no país, cenário que voltou a se intensificar nos últimos anos.
Segundo o presidente executivo do Sindicato da Indústria de Fabricação de Etanol do Estado de Goiás (Sifaeg) e presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), André Rocha, o estado colhe agora os frutos de um ciclo consistente de investimentos. “Goiás foi o estado brasileiro que mais recebeu investimentos em usinas de biocombustíveis nos últimos 20 anos e permaneceu por mais de uma década como principal receptor desses recursos. As mudanças na tributação estadual deram mais competitividade e estamos vendo o retorno disso em novos investimentos nos últimos dois anos”, afirma.
Política tributária
A atualização da política tributária estadual, implementada em 2024, teve papel decisivo nesse movimento ao equiparar Goiás a outros grandes estados produtores, criando um ambiente mais atrativo para a instalação e ampliação de usinas. Esse conjunto de fatores reforçou a confiança dos investidores e impulsionou a retomada de projetos que estavam represados ou direcionados a outras regiões do país.
Os recursos aprovados pelo BNDES contemplam a modernização de plantas industriais, ampliações em fábricas de açúcar, projetos de retrofit em unidades de biocombustíveis, renovação de frotas e a expansão da capacidade produtiva de cana-de-açúcar e milho, com foco especial no crescimento do etanol de milho, segmento que tem ganhado relevância estratégica na matriz energética nacional. De acordo com André Rocha, o apoio financeiro do banco de fomento tem sido determinante para manter o ritmo de crescimento do setor em Goiás.
“As linhas do BNDES, com custo menor, aliadas às políticas públicas do governo estadual, fizeram com que empresas que investiam em outros estados optassem por Goiás. O banco tem sido um grande parceiro nas discussões sobre transição energética e no apoio ao setor”, ressalta.
Além de fortalecer a indústria, o avanço dos investimentos gera impactos diretos na economia goiana, com criação de empregos, aumento da renda regional e fortalecimento das cadeias produtivas ligadas ao agronegócio, à indústria e aos serviços. O setor de biocombustíveis também contribui para a interiorização do desenvolvimento, especialmente em municípios com forte presença de usinas. O crescimento da produção de etanol, açúcar e bioenergia reforça ainda o papel estratégico de Goiás na transição energética brasileira, ampliando a participação de fontes renováveis na matriz nacional e contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Com novos projetos em andamento e ambiente favorável aos investimentos, o estado se consolida como referência nacional em energia limpa, sustentabilidade e competitividade industrial.
Canal-Jornal da Bioenergia













