A população ocupada no agronegócio brasileiro alcançou o maior nível desde o início da série histórica, em 2012. De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), elaborado em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o setor empregava 28.579.606 pessoas no terceiro trimestre de 2025. O contingente inclui trabalhadores de toda a cadeia produtiva: desde os segmentos de insumos (como fertilizantes, defensivos e máquinas), passando pela produção primária agrícola e pecuária, até a agroindústria de processamento e os chamados agrosserviços — transporte, armazenagem, comercialização e atividades de apoio.
O resultado confirma o peso estrutural do agro na economia brasileira, não apenas na geração de divisas e no Produto Interno Bruto, mas também no mercado de trabalho. O crescimento do número de ocupados reflete a expansão de áreas cultivadas, o aumento da demanda por alimentos e biocombustíveis e a maior integração entre campo e indústria. Segundo o boletim, a diversificação das cadeias produtivas e o avanço tecnológico também contribuíram para ampliar a empregabilidade, especialmente em segmentos ligados à agroindústria e aos serviços especializados. A mecanização e a inovação no campo, longe de reduzir postos, têm exigido mão de obra mais qualificada, abrindo espaço para novas funções técnicas e operacionais.
O desempenho ocorre em um contexto de resiliência do setor frente a desafios climáticos e oscilações de mercado. Mesmo diante de custos elevados e instabilidade internacional, o agronegócio manteve ritmo de produção e sustentou a geração de empregos. Com quase 28,6 milhões de pessoas ocupadas, o agro consolida sua posição como um dos principais motores do mercado de trabalho nacional, conectando campo, indústria e serviços em uma cadeia que segue em expansão.
Canal-Jornal da Bioenergia













