O debate sobre o futuro dos biocombustíveis no Brasil ganhou um reforço técnico com o Caderno “Impactos socioeconômicos dos Cenários de Demanda de Etanol via Matriz Insumo Produto: 2026–2035”, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). O estudo joga luz, com números e método, sobre algo que o setor já sente na prática: o etanol virou peça-chave da engrenagem econômica, social e ambiental do país. Usando a metodologia da Matriz Insumo Produto (MIP) — a EPE analisou como diferentes cenários de demanda por combustíveis do ciclo Otto impactam a economia brasileira ao longo da próxima década. O foco não ficou só no tanque. Entraram na conta os efeitos sobre PIB, renda, geração de empregos e até a dependência da importação de gasolina.
A lógica é simples: ao estimular a demanda por etanol por meio de políticas públicas, o país ativa uma cadeia produtiva que começa no campo, passa pela indústria e chega ao consumidor final. Menos gasolina importada, mais valor agregado dentro de casa. O resultado é um equilíbrio mais inteligente entre fontes fósseis e renováveis, garantindo segurança energética sem atropelar os compromissos ambientais. Dentro desse cenário, um destaque chama atenção: o etanol de milho. O segmento segue em rota de crescimento acelerado e não dá sinais de frear. O avanço registrado na safra 2025/26 tende a se repetir — e até se ampliar — no ciclo seguinte. O empurrão vem da combinação perfeita para o produtor: etanol valorizado e milho mais barato, o que melhora margens e destrava novos investimentos.
Canal-Jornal da Bioenergia












