Em fevereiro de 2026, Goiás fechou a balança comercial com superávit de US$ 205,6 milhões — uma diferença positiva puxada por US$ 698,2 milhões em exportações frente a US$ 492,6 milhões em importações. No ranking nacional, o desempenho garantiu a Goiás a 11ª colocação entre os maiores exportadores do país e a 10ª posição entre os estados que mais importaram no período, segundo dados da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC).
A engrenagem que moveu esse resultado foi a carne. O setor liderou com folga as exportações goianas, respondendo por 32,56% do total vendido ao exterior. A carne bovina foi o carro-chefe, seguida pela produção de aves. Logo atrás aparecem o complexo soja, ferroligas, minérios de cobre e ouro — este último com um salto expressivo de 80% em relação ao mesmo mês do ano passado.
Do outro lado do mapa, a China continua sendo o principal destino dos produtos goianos, concentrando cerca de um quarto das exportações. Estados Unidos, Alemanha, Vietnã e Espanha também figuram entre os principais parceiros comerciais.
Dentro de casa, o protagonismo exportador segue concentrado em polos estratégicos. Rio Verde lidera com folga, seguido por Itumbiara, Alto Horizonte e Mozarlândia — cidades que, juntas, ajudam a sustentar o ritmo forte das vendas externas. Já nas importações, Anápolis mantém o posto de principal porta de entrada de produtos estrangeiros, com quase metade do total adquirido pelo estado. Catalão e Goiânia aparecem na sequência. Entre os itens mais comprados, destaque para produtos da área da saúde, como imunológicos e medicamentos, além de peças automotivas. Goiás mantém uma base produtiva sólida, diversificada e cada vez mais conectada ao mercado global. Mesmo com oscilações lá fora, o estado segue exportando mais do que importa.













